Uma ideia arrebatadora pode fazer com que uma startup se desenvolva rapidamente. A partir do momento em que o negócio começa a fazer muito sucesso, é natural que grandes empresas voltem seus olhares para ele. Entretanto, para vender sua startup, é preciso considerar alguns fatores e tomar alguns cuidados para não sair perdendo.

Veja algumas dicas que separamos para você!

Sua startup deve ter um propósito

Criar um negócio já pensando em vendê-lo é uma prática péssima que novos empreendedores podem adotar. A ideia de um negócio inovador e escalável é ter algo sólido. Somente a partir de um propósito é possível traçar estratégias que compõem um bom modelo de negócios. Consequentemente, é o que possibilita o crescimento da startup.

Vale lembrar que quanto menor o empreendimento, menor a chance de vendê-lo. Daí a importância de se desenvolver em primeiro lugar.

Separe os objetivos pessoais e profissionais

Um empresário que pensa em vender sua startup para comprar um novo carro ou um imóvel está confundindo seus objetivos pessoais com os profissionais. Por mais que este seja o sonho de muitos, os sócios devem pensar no que é melhor para o negócio.

Pensar apenas em si e ficar ansioso para vender a empresa pode atrapalhar futuras oportunidades que seriam muito mais coerentes com o potencial da startup.

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Tenha paciência

Toda startup possui um ciclo de vida. É pouco provável que tudo seja conquistado em menos de 5 anos. Por isso, o empresário deve ter paciência para não vender sua startup antes da hora. É preciso sempre avaliar as oportunidades, que certamente aparecerão quando a ideia é boa.

Seja transparente

Coloque-se no lugar de um comprador de uma empresa. Você acredita que é preciso saber como anda a vida financeira e contábil da startup que pretende comprar? Com certeza. Então essa é uma valiosa dica para vender sua startup: seja transparente com os investidores.

Estar em ordem com o fisco e não ter um passivo tributário é um chamativo que aumenta sua margem de negociação. Da mesma forma, as finanças em ordem permitem ao comprador a análise sobre a real saúde financeira da startup (receita, custos, faturamento). A organização é um fator positivo.

Não tenha medo de abordar compradores

Muitos empreendedores procuram por investidores e compradores que já estão em seu círculo de convivência. Essa prática é bastante comum, porque é uma boa ideia vender sua startup para alguém que já é conhecido, que confia no trabalho e na empresa. Entretanto, para conseguir fazer uma boa venda, o empresário deve ampliar seu leque de possibilidades.

Quais as maiores empresas de sua área de atuação? Entre em contato com os diretores ou presidente delas para apresentar sua ideia. Não tenha medo de abordar as grandes empresas. Durante esse processo, é provável que você adquira muito conhecimento e experiência sobre seu próprio negócio. Se no final vier a negativa, valeu o aprendizado.

Essa também é uma forma de conhecer melhor o mercado em que sua startup está inserida.


Saiba negociar com os investidores ao vender sua startup

Uma relação entre sócios e investidores de uma startup pode se dar de variadas formas, sendo as mais comuns a participação societária (equity), parceria, mútuo conversível e subscrição de debêntures. Em qualquer uma delas, os sócios devem ter especial atenção para se protegerem, o que acontece, no primeiro momento, na negociação, e em seguida no contrato de investimento.

As cláusulas de proteção a sócios, acionistas e investidores são muito importantes, porque podem evitar que a startup seja levada para um caminho que desagrada às partes. Cláusulas lock-up, drag along, tag along, de preferência, de não-diluição e outras são comuns nos contratos.

 

Para que o sócio saiba exatamente o que negociar antes de vender sua startup, é essencial a presença de um profissional. Encontre um advogado de confiança para estar ao seu lado em um momento importante como esse!